Archive for the ‘Cinema’ Category

Danuza Leão badass

janeiro 12, 2009

rourke_micky

Mickey Rourke favorito ao Oscar. O mundo ainda tem salvação.

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Idéia (dã) para um filme

setembro 4, 2007

No movimentado centro de uma cidade grande, um prédio antigo é implodido. Tapumes são erguidos e começa o que parece ser uma grande obra. Os transeuntes ficam curiosos. Semanas depois, os tapumes são retirados, revelando uma casinha de madeira, uma pequena horta e uma família de agricultores.

DVD é uma merda mesmo

agosto 28, 2007

Filmes de Kubrick em edições de luxo

Todo cinéfilo que se preze tem em casa alguns filmes de Stanley Kubrick. Não só pela importância do diretor mas também pela facilidade para comprar no Brasil os DVDs de seus longas, especialmente os lançados pela Warner, figurinhas freqüentes nos saldões de lojas reais e virtuais. Mas são edições simples, com pouquíssimos extras ou materiais de apoio _em alguns casos, nenhum.

Pois cinco desses filmes de Kubrick pela Warner ganharão edições de luxo, a serem lançadas em outubro nos EUA e em novembro no Brasil. A caixa “Director Series: Stanley Kubrick Collection” será formada por “2001, uma Odisséia no Espaço”, “Laranja Mecânica”, “O Iluminado”, “De Olhos Bem Fechados” e “Nascido para Matar”. Os quatro primeiros serão DVDs duplos, e o último terá extras, mas sairá um disco só. O documentário “Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida” completa o pacote. Ao que tudo indica, será um lançamento à altura do diretor americano.

O cardápio de extras promete. “2001”, por exemplo, terá o documentário “2001: a Produção de um Mito”, uma entrevista em áudio com o diretor e especiais sobre os efeitos especiais do filme e sobre o legado da obra e mais alguns penduricalhos. Nada disso constava do DVD lançado originalmente no Brasil.

“De Olhos Bem Fechados” trará, entre outras coisas, as duas versões do filme (a suavizada para o público dos EUA e a integral), comentários de Sydney Pollack, um documentário sobre o último filme do diretor e especiais sobre os projetos inacabados dele.

A Warner afirma que cada longa foi recuperado digitalmente, algo que já acontecia com parte das edições simples. Resta esperar o lançamento para conferir se houve de fato algum ganho na qualidade do filme em DVD.

Nos EUA, a caixa custará cerca de 80 dólares, e cada DVD será lançado separadamente por 27 dólares. No Brasil, o preço ainda não foi definido, e também não está fechado se os filmes serão lançados fora da caixa.

Escrito por Leonardo Cruz às 7h56 PM
27/08/2007

Qual é o sentido, afinal?

agosto 15, 2007

Depois de muitos anos, voltei hoje à Sala PF Gastal para ver Estado de Sítio. Gosto bastante do Costa-Gavras, e por algum motivo, nunca tinha visto esse filme.

Cheguei no cinema e já notei a sala deteriorada, com várias poltronas rasgadas e uns amassões no teto. O público até foi surpreendente – cinco viventes, eu incluso.

Começa o filme. A cópia em 35mm está completamente destruída pelo tempo. Das cores, só se notam alguns tons esmaecidos. Os fungos e riscos se parecem com uma cortina grossa que se põe na frente da imagem. O som é terrível.

Dali a pouco, começa uma bateção de martelo do lado do cinema. Uma bateção que dura mais ou menos uma hora, sem parar. Achei que era alguma obra, mas na hora de ir embora, notei que era um pessoal “alternativo” (com cara de “Brasil Suado”, como diria o Bencke) montando alguma instalação, ou coisa do tipo.

Preço da brincadeira? Seis reais.

Convenhamos: qual é o “papel social” de uma sala de cinema pública que cobra uma porra de um preço desses por um espetáculo de horror, com direito a um filme cheio de fungos, sem cor, com som horrível, em um lugar deteriorado e com uma batucada do lado de fora? Se é pra ser essa porcaria, que fechem duma vez – ou lá só façam eventos especiais, tipo a sessão Raros ou estréias de curtas gaúchos.

Pelo menos, o filme é muito bom. Foi o que deu pra notar.

Devaneios e pensamentos incoerentes de um diretor de cinema frustrado

agosto 8, 2007

Sou um diretor de cinema frustrado, não tenho problema em admitir isso. Cheguei a molhar o dedão do pé nesse açude, mas não tive a paciência, a persistência e a atitude pra tentar uma carreira. Mesmo assim, algumas vezes eu não resisto e fico naquele pensamento, “e se, quem sabe”…

Hoje tirei um tempo pra ver o making of do Fanny e Alexander do começo ao fim. Assistir àquele pessoalzinho (Bergman, Sven Nykvist, Erland Josephson, Gunnar Björnstrand, Ewa Frohling et al.) dando um duro f.d.p., como em qualquer set que se preste, me deixou com a cabeça confusa.

Por um lado, tive flashbacks do cansaço físico e mental que uma produção causa na pessoa. Além disso, no meio dos cabos, das luzes, dos trilhos e da mesa do cafezinho, o diretor precisa ter o mínimo de paciência pra fazer – de preferência, bem – aquilo que importa: dirigir. O que não se resume em escolher o lugar da câmera e fazer a marcação dos atores, mas também saber tirar deles o melhor (a minha tese é que esse é o grande problema do cinema brasileiro: a falta de bons diretores de atores – é uma tese que eu não largo, mas que ainda precisa ser comprovada).

Por outro lado, tive falta de tempos mais criativos, quando idéias me surgiam aos montes (mesmo que ruins ou péssimas), quando eu me sentia inspirado. Tinha a certeza de que, assim como o Bergman, todo aquele caos do set podia se transformar em uma coisa boa de verdade, numa obra sincera e interessante ou, no mínimo, num filme decente e apresentável.

Com o tempo, me convenci de que, pra ser um diretor, me falta intelecto, sensibilidade artística, um mínimo de conhecimento técnico e experiência de vida (se isso falta hoje, imagina em 1999), sem contar o saco e o estômago de aço que fazer cinema no Brasil exige, por todas as questões de captação de recursos, da falta de dinheiro, de politicagem etc. (ou seja, ser Bergman por aqui, só em sonho). Em resumo: não valeria a pena tentar.

A frustração é a tônica, mas a pulga continua atrás da orelha.

A História nos fará justiça

agosto 4, 2007

Porto Alegre, 1998. Um grupo de famequianos irresponsáveis comete uma das maiores obras-primas do cinema gaúcho.

Premonição: um clássico ainda a ser reconhecido.

Este filme sem dúvida ajudou a catapultar seus participantes para a fama e a fortuna.

André Pase é temido e cobiçado por jovens gerações de menininhas da PUC.
Cáren Baldo tornou-se referência no mundo do jornalismo-verdade, ao melhor estilo Truman Capote.
Daniel Bacchieri é nome freqüente nas grandes produções cinematográficas e montagens teatrais.
Fabrício Falkowski transita entre craques geniais, dirigentes poderosos e formadores de opinião no mundo do esporte.
Flávia Borghetti entrou no mundo do jet-set, das garrafas de Don Pérignon e dos caviares Beluga.
Guilherme Goulart priva da companhia de ministros e diplomatas no Planalto Central.

Rafael Spuldar continua na pobreza e no ostracismo.

Cala-te

julho 31, 2007

Ainda ontem eu comentava no trabalho: “o último grande diretor que sobrou vivo foi o Antonioni”.

Eu e a minha boca.

O quadro da dor

julho 30, 2007

A minha primeira impressão de Ingmar Bergman foi a dor que as imagens de Gritos e Sussurros expressavam. Nunca mais vi um filme que representasse a dor de um jeito tão direto e tão autoral – seja a dor do câncer, seja do caco de vidro cortando a carne.

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(da esquerda para a direita: Bergman, Sven Nykvist, Erland Josephson e Liv Ullman)

Claro que Bergman era muito mais do que isso. Ele, por exemplo, criou mais imagens marcantes do que qualquer outro diretor na história do cinema (o xadrez com a morte no Sétimo Selo, o sonho de Morangos Silvestres, os rostos fundidos de Persona, os vermelhos de Gritos e Sussurros, a janela em Fanny e Alexander). Mas é a primeira impressão que fica.

Efeméride

julho 26, 2007

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Se não fosse aquele enfartezinho básico em março de 1999, estaríamos entrando hoje em Kubrick ano 80.

Zimmermann

julho 16, 2007

Clique aqui e veja Cate Blanchett interpretando Bob Dylan, e encontrando Allen Ginsberg.

Dica de um conterrâneo da Maria do Rosário e da Monica Bergamo.