Archive for the ‘1’ Category

mais um sonho

janeiro 28, 2010

Eu caminhava junto do meu pai por um túnel parecido com uma galeria de metrô, completamente lotada de participantes do Fórum Social Mundial. Todos caminhavam numa mesma direção. Eu e o pai procurávamos o meu irmão. Dadas as suas posições ideológicas, eu esperava que o pai começasse a reclamar a qualquer momento daquelas pessoas nitidamente de esquerda, mas ele ficou quieto, caminhando rápido, alguns metros na minha frente.

Pouco depois, me perdi do meu pai, mas cheguei a um salão muito amplo, estupidamente cheio de gente, que parecia ser o lugar onde todas aquelas pessoas do FSM fariam uma concentração. Ali encontrei alguns amigos e conhecidos sentados em uma mesa: um deles era o Alberto La Salvia, que estava com uma barba ABSURDAMENTE grande, tão gigante e ridícula que parecia postiça. Outra pessoa sentada ali era o Gustavo Casadio. Tinha mais gente, mas não lembro quem era.

Corte para um campo de futebol vazio, onde eu estava com algumas pessoas – um deles era comentarista esportivo, mas não lembro se era “verdadeiro” ou “fictício”. Alguém pousou de pára-quedas do meu lado. Olhei para o meu braço e notei que brotavam da pele umas coisinhas verdes, vivas, que se contorciam. Eram espécies de larvas muito pequenas, com umas patinhas e anteninhas minúsculas que se mexiam. Comentei com as pessoas ao meu lado, “olha só, tão saindo umas larvas do meu braço”. Os caras olharam, mas não fizeram nada.

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obrigado, david foster wallace

janeiro 20, 2010

“(…) a slim calm kindly lady of maybe 45 who wears dark tights, pointy boots, a black sweater that looks home-crocheted, and a perpetual look of concerned puzzlement, as if life were one long request for clarification”.

tirado de up, simba.

2010

janeiro 4, 2010

(…) this flat and short-sighted idea of personal happiness. (DFW)

web-ego-brinquedo

janeiro 4, 2010

http://www.formspring.me/spuldar

morre alborghetti: nasce a lenda

dezembro 9, 2009

três sonhos

dezembro 7, 2009

1) eu estava num hotel labiríntico, lendo um livro incompreensível (era do chuck palahniuk) e vivendo as coisas que aconteciam na história. obviamente, o livro tinha um conteúdo bem sexual, embora o tema fosse mais na linha “coming of age”.

2) eu era professor do IPA, mas esquecia de ir nas aulas.

3) eu passeava por uma zona bonita e arborizada de porto alegre (parecida com petrópolis) quando encontrei uma rua que se chamava “rua dos boatos da família pons”. lá ficava uma pracinha minúscula, com umas casas muito chiques na volta. por trás delas, eu conseguia ver o estádio olímpico. um grupo grande de pessoas, todas arrumadas, caminhava em direção a uma casa, como se fossem a uma festa. eu fui junto, e lá dentro notei que a casa era muito próxima ao ginásio do grêmio, o david gusmão. uma das paredes tinha, em alto relevo, o nome do grêmio idêntico àquele letreiro com letras cursivas que fica do lado de fora do ginásio – a diferença é que, na casa, as letras eram invertidas, espelhadas. além disso, o dono tinha instalado um sistema de som que tocava o hino e gols históricos do grêmio com a voz do paulo santana – mas o som se manteve desligado enquanto eu estava lá.

um colega de profissão

julho 29, 2009

Segue transcrição de e-mail recebido ontem no selviço. É um deleite.

Bom Dia,

Hoje estive na coletiva de imprensa da Playboy, e vi que vocês utilizaram minha pergunta não só como título da matéria, mas que também comentam nas linhas finais. Me refiro à esta matéria.

Portanto, o que peço é que se possível vocês coloquem meu nome. No trecho que diz:

No final da coletiva, aliviada, ela soltou: “Nossa, vocês foram tão bonzinhos, se fosse eu teria feito perguntas mais pesadas.” Instigado pela moça, um jornalista perguntou se ela gostava de sexo anal: “sexo anal? Acho uma delícia!”.

Tenho certeza de que ficaria melhor assim:

No final da coletiva, aliviada, ela soltou: “Nossa, vocês foram tão bonzinhos, se fosse eu teria feito perguntas mais pesadas.” Instigado pela moça, o jornalista (NOME OMITIDO) perguntou se ela gostava de sexo anal: “sexo anal? Acho uma delícia!”.

Claro que vocês não colocaram o nome do autor da pergunta simplesmente porque não sabiam, mesmo assim fico feliz em saber que acabei gerando o título da matéria! Sei que tratava-se de uma coletiva de imprensa e que o material perde a autoria por este motivo, mas, mesmo assim, tenho certeza de que a inserção do meu nome só vai somar à matéria. Fico feliz que exatamente a minha pergunta tenha encabeçado

Muito grato e aguardo retorno,

(NOME OMITIDO)

e-mails para a redação

junho 19, 2009

“PESSOAL:

Vocês devem estar estranho o fato de n receberem o CLIPPING nos ultimos dias. Explico: Minha máquina esta com inumeros problemas, atrapalhando a elaboração do trabalho; alguns trabalhos que faço, estavam atrasados; e o principal, estou criando um BLOG para a publicação do CLIPPING.

Peço desculpas pelo transtorno, mas prometo e cumprirei que em Breve, breve mesmo voltaremos já em casa nova(BLOG), o nosso CLIPPING.

Aproveito para enviar em anexo, o Caderno Literario deste Mês. Poema de minha autoria na PG. 32.

Abraços;

Janjão”

um dia vou reler esse post e sentir vergonha

junho 16, 2009

Engraçado como algumas coisas batem na gente.

Entrei no site da Economist há pouco, e isso me deu um treco, um flashback estranho.

Me lembrei de uma época recente, bem recente, coisa de um ano e pouco atrás, quando eu vivia uma realização pessoal.

Essa realização vinha de uma aspiração concreta, do foco num objetivo que era claro e que nutria alguns sonhos – sonhos daquele tipo que uma hora nos deixam boiando, outra hora fazem a gente se puxar e ir adiante, nem que seja na base da ritalina.

Sinto algo parecido quando lembro do mestrado – que também é recente, só que parece ter acontecido no século passado.

Eu reclamo e reclamo, mas talvez a minha vida seja mais intensa do que eu imagino.

o que passou, passou

junho 12, 2009

Sempre que leio posts antigos do blog, sinto vergonha. Por que eu acho isso, não sei. Parece inevitável clicar no “entradas antigas” de tempos em tempos, mas preciso tentar.