Mad Men em Porto Alegre

maio 27, 2011

Sonhei que ‘Mad Men’ estava sendo rodado em Porto Alegre. Jon Hamm (Don Draper) ficou bem meu amigo, era gente boníssima (e falava português fluente).

Ambos jantamos em um restaurante onde me serviram nhoque ao pesto – não no prato, mas em cima da toalha.

Quando perguntei o que era aqulo, recebi uma explicação do tipo: “Essa é uma tradição siciliana (ou napolitana, não lembro). Quer dizer que, se a comida é boa mesmo, você come em qualquer lugar, sobre qualquer superfície”.

Lembro que curti a proposta. Mesmo assim, peguei o garfo e coloquei o nhoque sobre o prato.

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Breve sonho sobre Guaíba, PPV e o lado social

novembro 10, 2010

Eu estava em São Paulo, pensando em como ganhar uma graninha extra mensal. Me ocorreu trabalhar à distãncia para a Gazeta Centro-Sul – jornal de Guaíba onde estagiei no começo da faculdade. “Seria barbada”, pensei, “tipo da coisa que daria pra fazer à distância”.

Subitamente, eu estava em Guaíba, na mesma rua da sede da Gazeta, subindo a lomba.

Mais um corte súbito e eu estava dentro de casa. Eu alugava um quarto na casa de uma senhora em SP. Ela estava muito triste e decepcionada comigo. Era algo sério, dava pra ver no rosto dela.

Perguntei o que era, e ela disse: “tu fica aí com os teus jogos no pay per view e com os teus filmes, mas tu não mostra nenhuma preocupação com o LADO SOCIAL”.

Eu respondi que isso não tinha nada a ver, que eu tinha, sim, preocupação com o lado social e até me considerava meio de esquerda.

E era isso.

Solaris Meets Dawn of the Dead

junho 22, 2010

Sonhei que estava numa casa enorme, com piscina, um baita pátio interno e vários ambientes. Nesse lugar, as minhas memórias se materializavam, ao estilo Solaris, só que as pessoas vinham na forma de zumbis.

Eram pessoas importantes na minha vida, trazendo de volta momentos – todos bons – que eu tinha vivido com elas. Mas eram zumbis.

E esses zumbis se mostravam amigáveis, mas eu sabia que, no fim, o que eles queriam mesmo era comer o meu cérebro. Tudo dissimulação. Sendo assim, eu fugia deles, pra sobreviver.

Hm. Desnecessário fazer terapia pra entender.

Sonhos de Inter e de Terra

abril 28, 2010

Primeira parte: Inter x Banfield já tinha acontecido, e eu não tinha visto. Comprei o Correio do Povo pra saber como tinha sido, mas ali só dizia que o Renan (que seria o goleiro titular do Inter) tinha quebrado o dedo em uma briga com torcedores do Banfield antes do jogo – o jornal mostrava uma foto dele chorando.

No lugar dele, entrou GOICO (não o Goycochea, mas o Goico que jogou no Guarany de Bagé), que, segundo o relato, fechou o gol com defesas inimagináveis. Detalhe: a matéria não dava o resultado do jogo.

Segunda parte: estava em um restaurante em que as pessoas faziam uma fila para receber um prato feito. Prato, não: era uma marmita de inox, servida de couve e salsichão. Levei uma meia hora pra ser servido, o que me deixou consideravelmente puto.

Quando sentei, vi na mesa ao lado uma ex-colega do Terra chorando muito, com a maquiagem borrada. Alguém me disse que ela havia sido promovida e não estava aguentando o tranco. A mesma pessoa disse que ela era a “nova déspota”, ou coisa parecida.

mais um sonho

janeiro 28, 2010

Eu caminhava junto do meu pai por um túnel parecido com uma galeria de metrô, completamente lotada de participantes do Fórum Social Mundial. Todos caminhavam numa mesma direção. Eu e o pai procurávamos o meu irmão. Dadas as suas posições ideológicas, eu esperava que o pai começasse a reclamar a qualquer momento daquelas pessoas nitidamente de esquerda, mas ele ficou quieto, caminhando rápido, alguns metros na minha frente.

Pouco depois, me perdi do meu pai, mas cheguei a um salão muito amplo, estupidamente cheio de gente, que parecia ser o lugar onde todas aquelas pessoas do FSM fariam uma concentração. Ali encontrei alguns amigos e conhecidos sentados em uma mesa: um deles era o Alberto La Salvia, que estava com uma barba ABSURDAMENTE grande, tão gigante e ridícula que parecia postiça. Outra pessoa sentada ali era o Gustavo Casadio. Tinha mais gente, mas não lembro quem era.

Corte para um campo de futebol vazio, onde eu estava com algumas pessoas – um deles era comentarista esportivo, mas não lembro se era “verdadeiro” ou “fictício”. Alguém pousou de pára-quedas do meu lado. Olhei para o meu braço e notei que brotavam da pele umas coisinhas verdes, vivas, que se contorciam. Eram espécies de larvas muito pequenas, com umas patinhas e anteninhas minúsculas que se mexiam. Comentei com as pessoas ao meu lado, “olha só, tão saindo umas larvas do meu braço”. Os caras olharam, mas não fizeram nada.

obrigado, david foster wallace

janeiro 20, 2010

“(…) a slim calm kindly lady of maybe 45 who wears dark tights, pointy boots, a black sweater that looks home-crocheted, and a perpetual look of concerned puzzlement, as if life were one long request for clarification”.

tirado de up, simba.

2010

janeiro 4, 2010

(…) this flat and short-sighted idea of personal happiness. (DFW)

web-ego-brinquedo

janeiro 4, 2010

http://www.formspring.me/spuldar

morre alborghetti: nasce a lenda

dezembro 9, 2009

três sonhos

dezembro 7, 2009

1) eu estava num hotel labiríntico, lendo um livro incompreensível (era do chuck palahniuk) e vivendo as coisas que aconteciam na história. obviamente, o livro tinha um conteúdo bem sexual, embora o tema fosse mais na linha “coming of age”.

2) eu era professor do IPA, mas esquecia de ir nas aulas.

3) eu passeava por uma zona bonita e arborizada de porto alegre (parecida com petrópolis) quando encontrei uma rua que se chamava “rua dos boatos da família pons”. lá ficava uma pracinha minúscula, com umas casas muito chiques na volta. por trás delas, eu conseguia ver o estádio olímpico. um grupo grande de pessoas, todas arrumadas, caminhava em direção a uma casa, como se fossem a uma festa. eu fui junto, e lá dentro notei que a casa era muito próxima ao ginásio do grêmio, o david gusmão. uma das paredes tinha, em alto relevo, o nome do grêmio idêntico àquele letreiro com letras cursivas que fica do lado de fora do ginásio – a diferença é que, na casa, as letras eram invertidas, espelhadas. além disso, o dono tinha instalado um sistema de som que tocava o hino e gols históricos do grêmio com a voz do paulo santana – mas o som se manteve desligado enquanto eu estava lá.