Eu caminhava junto do meu pai por um túnel parecido com uma galeria de metrô, completamente lotada de participantes do Fórum Social Mundial. Todos caminhavam numa mesma direção. Eu e o pai procurávamos o meu irmão. Dadas as suas posições ideológicas, eu esperava que o pai começasse a reclamar a qualquer momento daquelas pessoas nitidamente de esquerda, mas ele ficou quieto, caminhando rápido, alguns metros na minha frente.
Pouco depois, me perdi do meu pai, mas cheguei a um salão muito amplo, estupidamente cheio de gente, que parecia ser o lugar onde todas aquelas pessoas do FSM fariam uma concentração. Ali encontrei alguns amigos e conhecidos sentados em uma mesa: um deles era o Alberto La Salvia, que estava com uma barba ABSURDAMENTE grande, tão gigante e ridícula que parecia postiça. Outra pessoa sentada ali era o Gustavo Casadio. Tinha mais gente, mas não lembro quem era.
Corte para um campo de futebol vazio, onde eu estava com algumas pessoas – um deles era comentarista esportivo, mas não lembro se era “verdadeiro” ou “fictício”. Alguém pousou de pára-quedas do meu lado. Olhei para o meu braço e notei que brotavam da pele umas coisinhas verdes, vivas, que se contorciam. Eram espécies de larvas muito pequenas, com umas patinhas e anteninhas minúsculas que se mexiam. Comentei com as pessoas ao meu lado, “olha só, tão saindo umas larvas do meu braço”. Os caras olharam, mas não fizeram nada.